Teste de afinação vocal
O piano toca uma nota e para. Você canta de volta, e a página mostra o quão perto você chegou, em cents. Cinco notas formam uma rodada, e o modo afinador mostra a sua afinação enquanto você canta o que quiser.
Piano: Salamander Grand Piano V3, de Alexander Holm, sob a licença CC BY 3.0. Reafinado, encurtado e comprimido para este site.
Como fazer o teste
- Escolha o seu tipo de voz, ou use a extensão que você achou no teste de extensão vocal, para que cada nota fique num lugar que você consegue cantar.
- Aperte Iniciar e permita o microfone.
- Ouça a nota. Quando o piano parar, cante de volta numa vogal fácil e segure.
- O ponteiro e o traço mostram o quanto você está acima ou abaixo da nota enquanto segura.
- Depois de cinco notas, veja o resultado.
Para usar o afinador, mude para o modo afinador e cante. Ele mostra a nota mais próxima e a quantos cents você está dela, e nenhum piano toca.
Como fica um resultado
Uma rodada de cinco notas, e a distância de cada uma:
- Lá2 (A3): 6 cents abaixo
- Dó3 (C4): 12 cents acima
- Si2 (B3): 9 cents abaixo
- Ré3 (D4): 31 cents abaixo
- Sol2 (G3): 4 cents acima
Distância típica: 9 cents, o valor do meio entre os cinco. Quatro das cinco notas ficaram dentro de 25 cents, o limite que o app Scalita usa para considerar que você está na nota. O resultado também mostra o quanto você segurou as notas firmes.
O que o teste mede
Diferenças de altura são medidas em cents. Um semitom, o passo de uma tecla do piano para a seguinte, tem 100 cents. Uma nota acima do alvo está alta, e uma abaixo dele está baixa. Quando você se firma numa nota, o teste mede a quantos cents você está da nota do piano e o quanto a sua afinação oscila enquanto você segura.
Quão perto é perto o bastante? No app Scalita, uma nota conta como desafinada quando está a mais de um quarto de semitom, 25 cents, de distância. A voz se mexe um pouco em toda nota, e o vibrato oscila acima e abaixo de propósito, então alguma oscilação em volta da nota é normal.
Por que o piano para antes de você cantar
O piano e o microfone se revezam. Se funcionassem ao mesmo tempo, o microfone ouviria o piano além de você, e você precisaria de fones. Com o revezamento, não precisa.
Isso também testa o que importa quando você canta: ouvir uma nota e depois achá-la só com a sua voz. Num estudo, cantores que costumavam errar a altura pareciam atrapalhados, e não ajudados, quando a nota certa tocava junto com eles (Pfordresher e Brown, 2007).
Errar a nota, na maioria das vezes, não é questão de ouvido
Estudos com pessoas que cantam fora da nota descobriram que a maioria delas ouve a altura normalmente. Nos experimentos de Pfordresher e Brown, de 10 a 15 por cento dos participantes cantavam as notas de volta com pelo menos um semitom de diferença, e distinguiam alturas tão bem quanto os que cantavam na nota. Hutchins e Peretz (2012) viram que as pessoas acertavam notas com mais precisão usando um controle deslizante do que com a própria voz. Para a maioria, a parte difícil é levar a voz até uma nota que a pessoa consegue ouvir.
Uma dificuldade de vida inteira para perceber a altura existe, sim. Ela se chama amusia congênita, e um estudo com 20 mil pessoas estimou que ela atinge cerca de 1,5 por cento da população (Peretz e Vuvan, 2017). Este teste não consegue diagnosticar a amusia e nem tem essa intenção.
Modo afinador
O afinador pula o piano. Cante qualquer nota e ele mostra o nome da nota mais próxima e quantos cents acima ou abaixo você está, enquanto você canta. Use para conferir uma nota que você está segurando, para acompanhar a voz escorregando de uma nota para outra ou para ver o quanto o seu vibrato oscila.
Uma escuta rápida
Para conferir só o ouvido, a escuta rápida toca duas notas e pergunta qual foi mais aguda. São três perguntas, com as respostas em palavras: uma olhada rápida, não um exame de audição.
Se o microfone não funcionar
Abra a página no Chrome, Safari, Firefox ou Edge, e não dentro do Instagram, TikTok, Facebook ou Gmail, cujos navegadores embutidos bloqueiam o microfone. Se você apertou Bloquear, permita o microfone nas configurações do site e recarregue. Use o microfone do próprio celular em vez de fones Bluetooth e, se o nível ficar baixo, cante um pouco mais forte ou chegue mais perto.
O que este teste não diz
Ele mede a altura e mais nada: o quão perto cada nota chega da que o piano tocou, e o quanto ela fica firme. Ele não diz nada sobre o seu timbre, o seu estilo ou como o seu canto chega às pessoas. Uma rodada num dia é uma única leitura da sua afinação, não um julgamento do seu ouvido nem da sua voz, e não é um exame de audição.
Perguntas frequentes
Como saber se estou cantando afinado?
É difícil julgar a própria afinação de ouvido enquanto você canta. Uma gravação ajuda, e uma medição ajuda mais: este teste toca uma nota, você canta de volta e ele diz a quantos cents você chegou dela. No app Scalita, até 25 cents de distância conta como estar na nota.
Por que eu fico abaixo ou acima da nota?
Motivos comuns são uma nota perto do limite da sua extensão confortável, uma voz cansada ou fria, a pressa e o próprio som do piano: num estudo, pessoas sem formação musical imitaram melhor uma gravação da própria voz do que um som sintetizado (Hutchins e Peretz, 2012). Ir mais devagar ajuda muita gente. Quando cantores ocasionais de outro estudo cantaram uma música conhecida mais devagar, a maioria cantou com uma precisão parecida com a de profissionais (Dalla Bella e colegas, 2007).
Como saber se eu canto bem?
Um teste como este mede uma parte do canto: chegar na nota. Timbre, ritmo, letra e estilo contam tanto quanto, e nenhum teste de microfone consegue avaliar isso. Errar por muito numa rodada só quer dizer que aquelas cinco notas ficaram longe do piano daquela vez.
Preciso de fones?
Não. O piano toca primeiro e para antes de o microfone escutar, então ele só ouve você.
A leitura é precisa?
Numa nota limpa e firme, a leitura da altura tem precisão de poucos cents. Barulho de fundo, um microfone fraco e fones Bluetooth deixam a leitura menos confiável, e a página avisa quando o seu nível está baixo demais.
Fontes
- Pfordresher e Brown (2007), um estudo sobre canto fora da nota e percepção de altura, Music Perception 25(2)
- Dalla Bella, Giguère e Peretz (2007), Singing proficiency in the general population, Journal of the Acoustical Society of America 121(2)
- Hutchins e Peretz (2012), A frog in your throat or in your ear? Searching for the causes of poor singing, Journal of Experimental Psychology: General 141(1)
- Peretz e Vuvan (2017), Prevalence of congenital amusia, European Journal of Human Genetics 25(5)